terça-feira, 28 de novembro de 2017

Erros que doem!





sabe-quais-sao-os-erros-mais-frequentes-da-lingua-portuguesa

Como é afinal?

Foto encontrada na Net

– Calma Maria, tu estás meia nervosa!
Este é um erro muito comum! Nunca se deve dizer “meia nervosa”, pois a palavra meio é invariável quando exerce a função de advérbio, ou seja, quando intensifica o adjectivo, neste caso, “nervosa”.

Ao dizermos que a Maria está meia nervosa, estamos a afirmar que a Maria está “metade nervosa” e não “um pouco nervosa”.

Nota:
A maneira mais fácil de saber se o vocábulo meio é advérbio é substituí-lo por outro advérbio de intensidade. Se a frase ficar com sentido, a palavra meio será um advérbio e, portanto, invariável. 
A Maria está meio nervosa.
A Maria está um pouco nervosa.
A frase tem sentido com a substituição? Então, meio é um advérbio.

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MEIO = um pouco, mais ou menos (advérbio = invariável)
Exemplo: Elas ficaram meio impressionadas com os últimos acontecimentos. (É o mesmo que dizer “mais ou menos” impressionadas, “um pouco” impressionadas.

MEIA: o que é? Como e quando usar?

MEIA = metade (adjectivo = variável)

Usa-se meia com o significado de metade. 

Como se diz: Meio-dia e meiO ou meio-dia e meiA?

O correcto é meio-dia e meia. 

Porquê?

É muito comum ouvirmos dizer meio-dia e meio, mas na verdade devemos dizer meio-dia e meia (hora), assim como dizemos sempre, sem dúvidas nem hesitações: nove e meia, dez e meia, onze e meia… A dúvida costuma surgir somente no meio-dia e meia.

O João bebeu meia taça de vinho. (A quantidade de vinho que ele bebeu equivale à metade da taça.


Recapitulando:

O “meio”, quando é advérbio, é invariável, ou seja, não existe “meia” é sempre meio.
No entanto, quando se trata de adjectivo é variável (meio ou meia), e concorda com o nome. Se feminino -> meia (taça) ; se masculino -> meio (copo).

Ex.: A Marta tomou meio comprimido. (Ela tomou o equivalente a metade do tamanho do comprimido)

O Paulinho comeu meia laranja. (Ele comeu metade de uma laranja)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Waffles de baunilha


125 g de margarina ou de azeite (Eu uso azeite!)
70 g de açúcar
3 ovos
70 g de farinha
130 g de batido de baunilha Figuactiv da LR
5 g de fermento em pó
300 ml de leite
1 tablete de chocolate (eu utilizei chocolate negro 70%)

Ligue a máquina dos waffles.
Bata todos os ingredientes.
Leve à máquina a cozinhar.
Retire o primeiro e faça o segundo. Quando este estiver pronto, coloque vários quadradinhos de chocolate sobre o Waffle, sobreponha o primeiro sobre este e feche a máquina de modo a aquecer bem e derreter o chocolate.
Retire e delicie-se!





quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Refresco revigorante


250 ml de chá Cistus frio, sumo de limão, 30 ml de gel bebível pêssego, gelo picado, uma rodela de limão e uma folhinha de menta para enfeitar e dar aquele toque.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Alexandre O'Neil



A 21 de Agosto de 1986, morre o poeta Alexandre O'Neill


Poeta português, Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões nasceu a 19 de Dezembro de 1924, em Lisboa, e morreu a 21 de Agosto de 1986, na mesma cidade. Para além de se ter dedicado à poesia, Alexandre O'Neill exerceu a actividade profissional de técnico publicitário. Fundador do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, António Pedro, José-Augusto França, directamente influenciado pelo surrealismo bretoniano, desvinculou-se do grupo a partir de Tempo de Fantasmas (1951), embora a passagem pelo surrealismo marque indelevelmente a sua postura estética. A sua distanciação em relação a este movimento não obstou a que um estilo sarcástico e irónico muito pessoal se impregnasse de algumas características do Surrealismo, abordando noutros passos o Concretismo, preocupando-se não em fazer "bonito", mas sim "bom e expressivo". Para Clara Rocha, a poesia de Alexandre O'Neill coincide com o programa surrealista a dois níveis: "a libertação total do homem e a libertação total da arte. O que implica: primeiro, uma poesia de 'intervenção', exortando os homens a libertarem-se dos constrangimentos de toda a ordem que os tolhem e oprimem (familiares, sociais, morais, quotidianos, psicológico, políticos, etc.); segundo, a libertação da palavra de todas as formas de censura (estética, moral, lógica, do bom senso, etc.)" (cf. ROCHA, Clara - prefácio a Poesias Completas, 1982, p. 12). Para Fernando J. B. Martinho (retomando um artigo de Quadernici Portoghesi), a diferença de O'Neill relativamente à poética surrealista situa-se na "preferência, relativamente à oposição 'falar/imaginar', pelo primeiro polo", numa consequente atenção dispensada, nos livros posteriores a Tempo de Fantasmas, como No Reino da Dinamarca ou Abandono Vigiado, "à sociedade portuguesa de que vai traçar como que a radiografia, surpreendendo-a na sua mediocridade, nos seus ridículos, nos seus pequenos vícios provincianos" (MARTINHO, Fernando J. B., op. cit., 1996, pp. 39-40). Nessa medida, e ainda segundo o mesmo crítico, se "o surrealismo ortodoxo põe a sua crença na existência de um 'ponto do espírito em que [...] o real e o imaginário' deixariam 'de ser percebidos contraditoriamente', em Alexandre O' Neill toda a busca parece centrar-se na 'vida' e no 'real'" (id. ibi, p. 40). 
Recebeu, pelas suas Poesias Completas, o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários (1983).

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Batalha de Aljubarrota



A 14 de Agosto de 1385, trava-se a Batalha de Aljubarrota, sob o comando de D. João I e Nuno Álvares Pereira. As forças portuguesas vencem D. João I de Castela.
Esta batalha travou-se no dia 14 de Agosto de 1385, entre portugueses e castelhanos, e está inserida no conjunto de confrontos entre os dois exércitos, motivados pela luta da sucessão ao trono português. Em 1383 morrera o rei D. Fernando, que tinha uma única filha, D. Beatriz, mas esta estava casada com o rei D. João I de Castela, o que punha em causa a independência de Portugal. No acordo nupcial determinava-se que D. João I de Castela não poderia ser rei de Portugal, mas os portugueses receavam o pior, até porque, sob o pretexto de fazer valer os direitos de D. Beatriz, aquele logo invadiu Portugal. Ao mesmo tempo, em Portugal formam-se dois partidos: um a favor de D. Beatriz, outro contra. Com a morte do conde Andeiro, o Mestre de Avis é nomeado "regedor e defensor do Reino" e trata de organizar a defesa, ajudado por Nuno Álvares Pereira, entretanto nomeado Condestável do reino. Dá-se o cerco a Lisboa, que, após vários meses, é levantado em Setembro de 1384. D. João I de Castela reorganizou as suas tropas, até que, em Junho de 1385, sitia Elvas e, aproveitando apoios de praças portuguesas, invade o nosso país pela Beira Alta, entrando por Almeida, segue por Pinhel, Trancoso, Celorico da Beira, Mortágua, Mealhada e acampa perto de Coimbra, nos inícios de Agosto. Entretanto também o exército português se preparava. Nuno Álvares Pereira foi conquistando algumas praças até aí favoráveis a Castela e dirigiu-se para Abrantes, onde vai reorganizar as forças vindas de vários lados. Em fins de Julho está reunido o exército português em Abrantes, incluindo o Mestre de Avis. Discute-se a táctica de guerra, havendo divergências, mas Nuno Álvares Pereira resolve avançar contra o inimigo e segue para Tomar, e daqui para Atouguia (Ourém) e Porto de Mós, junto da estrada de Leiria a Alcobaça, onde chegam a 12 de Agosto. Por sua vez, os castelhanos, que seguiam pela mesma estrada, devem ter chegado perto de Leiria também por essa altura. No dia 13, o Condestável inspeccionou o terreno onde iria interceptar o exército castelhano, que ficava a sul da ribeira da Calvaria, com dois ribeiros que protegiam os flancos. Era um planalto com acessos difíceis e que limitavam a frente de ataque do inimigo e facilitavam o contra-ataque dos portugueses pelos flancos. Apesar de não haver dados concretos e de terem chegado até nós versões muito díspares sobre o seu número, sabemos que o efectivo dos dois exércitos era muito desigual, havendo muito mais castelhanos que portugueses. Do lado de Castela haveria cerca de 5000 lanças (cavalaria pesada), 2000 ginetes (cavalaria ligeira), 8000 besteiros e l5000 peões; do lado português seriam cerca de 1700 lanças, 800 besteiros, 300 archeiros ingleses e 4000 peões.
No dia 14 de Agosto, os castelhanos, apesar de em maior número, quando avistam o exército português, apercebem-se da posição vantajosa dos portugueses no terreno e tentam evitar o confronto, contornando-os e, seguindo por um caminho secundário, indo concentrar-se em Calvaria. O exército português inverte a posição e desloca-se paralelamente, acompanhando os castelhanos, vindo a ocupar uma posição 3 km a sul da anterior, ficando os dois exércitos a cerca de 350 m de distância. Para proteger a frente os portugueses cavaram rapidamente fossos e covas de lobo, que tentaram disfarçar. O exército português estava disposto numa espécie de quadrado, formando a vanguarda e as alas um só corpo. A vanguarda era comandada pelo Condestável e nela estavam cerca de 600 lanças; na retaguarda, comandada por D. João I, estavam cerca de 700 lanças, besteiros e 2000 peões. Os restantes efectivos estavam nas alas, sendo uma delas conhecida por Ala dos Namorados. A vanguarda castelhana teria 50 bombardas e 1500 lanças, em 4 filas, e ocupava toda a largura do planalto, nas alas teria outras tantas lanças, besteiros e peões, além de ginetes na ala direita e cavaleiros franceses na ala esquerda. Os castelhanos reconhecem a dificuldade de atacar a posição portuguesa, surgindo dúvidas quanto à decisão de atacar ou não. Estavam neste impasse quando, já ao fim do dia, a vanguarda castelhana inicia o ataque. Dados os obstáculos que encontraram, foram-se concentrando ao meio, mas com uma profundidade de 60 a 70 metros, pelo que o embate se dá com a parte central da vanguarda portuguesa. Dado o seu número, os castelhanos conseguem romper a vanguarda portuguesa, mas logo foram atacados de flanco, pelas pontas da vanguarda, pelas alas e também pela retaguarda portuguesa. Assim, face à estratégia e posição portuguesas, a vanguarda castelhana sofreu todo o impacto da força do exército português, sendo desbaratada. Por isso, apesar do maior número total das forças espanholas no combate, a vanguarda castelhana suportou sozinha toda a ação do exército português, sendo esmagada. Os restantes fugiram, em pânico, sendo ainda perseguidos. Tudo isto aconteceu em cerca de uma hora. O rei de Castela fugiu, de noite, para Santarém e daí embarcou para Sevilha. A Batalha de Aljubarrota foi um momento alto e importante na luta com Castela, pois desmoralizou o inimigo e aqueles que o apoiavam, e praticamente assegurou a continuidade da independência nacional.

domingo, 13 de agosto de 2017

Um lanche...



... que também pode valer por uma refeição.

Iogurte com açúcar de cana ou natural adoçado com um pouco de mel
Figuactiv Crunchy Cranberry
Groselhas frescas ou desidratadas ou cristalizadas...
Sementes de girassol ou outras a gosto

Num copo ou taça de vidro, coloque alternadamente iogurte, Crunchy Cranberry, sementes e algumas bagas de groselha. Não misture. Termine com Crunchy Cranberry e enfeite com groselhas.
Pode pôr de molho as groselhas desidratadas/cristalizadas. Os pequenos frutos incham com a água, ficam brilhantes e suculentos.
Delicie-se!


sábado, 12 de agosto de 2017

Refresco de Aloe Vera




250 ml de chá Figuactiv
2 limões pequenos
30 ml de gel bebível de pêssego ou de mel LR
gelo
2 folhinhas de hortelã

Prepare o chá e deixe arrefecer. Depois de frio, misture o gel bebível, o sumo de limão a gosto e o gelo. Enfeite com as folhinhas de hortelã. 
Pode tomar três refrescos por dia, perfazendo assim a toma aconselhável de Aloe Vera.



Aloé Vera Honey (mel) “O Original”
Guiados pela receita original do frade Franciscano Romano Zago, os Laboratórios Racine criaram o Aloé Vera Honey (mel).
Feito do gel puro da folha depois de retirada a aloína, este gel bebível contém mais de 200 substâncias activas da Vitamina A ao Zinco, e fornece 20 dos 22 aminoácidos necessários ao bom funcionamento do nosso organismo.
Contém os seguintes minerais: Cálcio, Ferro, Potássio, Zinco, Manganês, Magnésio.
As seguintes vitaminas: A, B1, B2, B5, B6, C, E, Betacaroteno.
As seguintes substâncias vegetais secundárias: Tanino e Ácido Salicílico e muito mais.

Posologia recomendada: 30ml 3 vezes ao dia, conservar no frigorífico uma vez a embalagem aberta.

Indicações: mantém o colesterol equilibrado; alivia hemorroidal; elimina toxinas; estimula o sistema imunitário; facilita a digestão; regula o ciclo celular; ajuda a combater problemas respiratórios (asma, alergias, bronquite...); estimula o couro cabeludo; equilibra o sistema celular mantendo o corpo equilibrado; ajuda na anemia; melhora a visão...

Não aconselhado a Diabéticos.

Pode ser tomado por grávidas e por crianças a partir dos 2 anos. 

Aloé Vera Peach (pêssego)
Com as mesmas propriedades e indicações do Aloé Vera Honey (mel), mas com a diferença de não conter mel, daí poder ser consumido por qualquer pessoa, mesmo diabética.

Posologia recomendada: 30ml 3 vezes ao dia, conservar no frigorífico.

Indicações: mantém o colesterol equilibrado, alivia hemorroidal, elimina toxinas, estimula o sistema imunitário, alivia problemas digestivos, regula o ciclo celular, melhora alergias, estimula o couro cabeludo, equilibra o sistema celular, mantendo o corpo equilibrado, ajuda na anemia.

Sem efeitos secundários, pode ser tomado por grávidas e por crianças a partir do 2 anos. 

Chá Figuactiv

A bebida ideal entre refeições.
Para controlar os pequenos ataques de fome entre as refeições.

Um excelente complemento dietético. Óptimo para quem sofre de retenção de líquidos.

Sem calorias
É a melhor alternativa à água mineral 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Cheese-Shake de Morango do Ricardo



Batido Figuactiv de Morango-Banana
8 morangos congelados
3 colheres de queijo quark
1 colher de sopa de queijo fresco
200 ml de leite


Misture o batido Figuactiv de Morango-Banana no liquidificador com 8 morangos congelados, 3 colheres de queijo quark, 1 colher de sopa de queijo fresco e 200 ml de leite. 
Bom proveito!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Batido Morango-Banana


Batido Morango-Banana

Batido Figuactiv de Morango-Banana LR
10 morangos frescos ou uma banana da Madeira
1 colher de chá de VitaActiv (vitaminas)
 200 ml de leite de amêndoa ou outro. 

Misture 2 colheres de sopa do seu batido Figuactiv  Morango-Banana no liquidificador com 10 morangos frescos, uma colher de chá de VitaActiv e 200 ml de leite de amêndoa. 
Bom apetite!


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Waffles de mirtilo



Waffles de Mirtilo

250 ml de azeite
150 g de açúcar louro
6 ovos
300 g de farinha
200 g de batido de mirtilo
5 g de fermento em pó
600 ml de leite de amêndoa
canela em pó ou doce de mirtilo

Fechar e aquecer a máquina de waffles.
Bater os ovos e misturar o açúcar e o azeite.
Adicionar a farinha e, finalmente, o batido e o fermento em pó.
Por fim, adicionar, aos poucos, o leite. Se necessitar, junte mais um pouco de leite.
Coloque cerca de três colheres de sopa de massa no centro da máquina de fazer waffles. Deixe cozinhar aproximadamente 4 minutos até obter uma cor dourada.
Sirva polvilhados com canela ou com doce a gosto.
Bom apetite!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Os Colombos





Os Colombos



Outros haverão de ter 
O que houvermos de perder. 
Outros poderão achar 
O que, no nosso encontrar, 
Foi achado, ou não achado, 
Segundo o destino dado. 

Mas o que a eles não toca 
É a Magia que evoca 
O Longe e faz dele história. 
E por isso a sua glória 
É justa auréola dada 

Por uma luz emprestada.


Fernando Pessoa

Colombo, que tentara durante anos o apoio do rei de Portugal, acabaria por descobrir o Novo mundo sob a égide dos reis católicos de Espanha; significa aqui as oportunidades perdidas, mas também que a missão de Portugal vai mais além da dos “Colombos”.
“Outros haverão de ter / O que houvermos de perder”
“Mas o que a eles não toca / É a magia que evoca / O longe e faz dele história”
Este poema, que se situa na segunda parte da obra a “ Mensagem” intitulada de Mar Português, substitui um outro chamado “Ironia” que constava nas primeiras versões dessa obra.
O poema refere-se a Cristóvão Colombo que foi o descobridor da América ao serviço dos reis de Espanha. Por isso mesmo sabemos que há todo um contencioso entre Portugal e Espanha a propósito de Colombo, que deveria ter descoberto a América em nome do rei de Portugal se este, D. João II, não o tivesse rejeitado.
Não se referindo apenas a Cristóvão Colombo, este poema fala ainda de todos os navegadores estrangeiros (chamados aqui “Colombos”) cuja glória, diz, é apenas um reflexo da luz das descobertas portuguesas. Neste poema, na minha opinião, existe um certo exagero quanto ao nacionalismo, porque, como podemos ver na primeira estrofe, o poeta diz que os outros navegadores só vão ter o que Portugal não quis, pois Portugal não podia conquistar tudo. 
Quanto à análise formal do poema é de referir o uso de rima emparelhada, cujo esquema é aabb, esta rima pobre acentua os feitos menores dos navegadores que não eram portugueses. Em relação ao estilo, é de salientar o discurso na primeira pessoa do plural, como se fosse Portugal a falar, e ainda o uso da metonímia, pois Colombo aparece em representação de todas as potências estrangeiras que tentam apoderar-se do que é português. 




Diogo Soares 12.º ano

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Lanche




Waffles da Mena

1 dl de azeite
100 g de açúcar
3 ovos
250 g de farinha
3 g de fermento
200 ml de leite de amêndoa

Bata os ovos e misture açúcar e o azeite. Adicione a farinha e o fermento. Por fim, junte o leite aos poucos até obter uma massa lisa e macia.

Feche a aqueça a máquina de fazer Waffles. Deite na máquina aquecida, no centro, uma concha de massa. Feche a máquina. Coza cada Waffle cerca de 3 minutos. Sirva com doce, gelado, fruta...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A Aranha


A ARANHA


A ARANHA do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir...
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir.
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro...
Sou presa do meu suporte.

Fernando Pessoa





A aranha do meu destino / Fez teias de eu não pensar. O sujeito poético quer dizer que, por nunca ter pensado no seu futuro, teias de aranha ocuparam o espaço que na maioria dos homens é ocupado pela prevenção, pelo planeamento. Ele nunca planeou o seu futuro, só se preocupava com o presente e - em certa medida - pelo passado.


A referência a uma aranha é - talvez - uma subtil ironia à lenda grega das tecelãs do destino. Chamavam-se Moiras (os romanos chamavam-lhes Parcas) e eram três deusas que teciam o destino dos homens.

O sujeito lírico diz que a aranha (as deusas) não se preocuparam em tecer o seu destino, por duas razões: por ele em criança já "ser adulto sem o achar", ou seja, ter crescido de repente contra a sua vontade; a segunda razão  diz ser a rede ter-lhe apanhado "o querer ir", ou seja, o próprio presente (agora já passado) impediu que ele tivesse o destino - o destino ficou preso por causa do que lhe aconteceu quando era criança.

Assim ficou o sujeito poético, "uma vida baloiçada", como uma mosca presa numa rede, viva e só à espera da morte para desaparecer. O estar preso na rede, com a "consciência de existir", é a sua pena pelo que lhe aconteceu.


...//...

O verso ”A Aranha do meu destino”, refere-se ao rumo que a vida do sujeito lírico levou, afinal não se pode fugir ao destino.

O verso “Faz teias de eu não pensar”, de certa forma pode ser encarado como uma ironia, podemos falar no caso de quando uma casa por exemplo é desabitada, passado algum tempo a casa acaba por ganhar teias, o eu intelectualiza o pensamento, ou seja, ele pensa nas coisas da vida “não ganhando assim as teias dentro da sua cabeça”.
O sujeito poético, quando era criança “menino”, não sabia “não soube” se era feliz, pois as crianças não racionalizam, mesmo assim agora em adulto ele tem a consciência, que quando era criança era feliz, pois agora já racionaliza, vem daí “na consciência de existir”, isso vai trazer reflexos como, o seu passado (infância) ser idealizado, pois é uma época em que tudo é possível, no mundo das crianças não há impossíveis, ao contrário da prisão intelectual do presente.
Os últimos dois versos, dão a sensação de a teia ser como uma espécie de prisão.  Referem-se a algo que esteja preso, a ideia de fazer teia de muro a muro, e de ele estar na “prisão”, e ser a presa, da própria teia “suporte”, ou seja do próprio destino, nós como seres humanos, envolvemo-nos na teia para encontrar o nosso destino.


Sara Anjo, 12.º ano